O jogo simbólico

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O jogo simbólico é a representação corporal do imaginário, aproximando a criança do mundo real.

O jogo simbólico aparece predominantemente entre os 2 e 6 anos. A função desse tipo de atividade lúdica “consiste em satisfazer o eu por meio de uma transformação do real em função dos desejos” ou seja t em como função assimilar a realidade (PIAGET, 1990).

A criança tende a reproduzir nesses jogos as relações predominantes no seu meio ambiente e assimilar dessa maneira a realidade e uma maneira de se auto-expressar. Esses jogo-de-faz-de-conta possibilita à criança a realização de sonhos e fantasias, revela conflitos, medos e angústias, aliviando tensões e frustrações, ainda Piaget (1990)

No mundo da criança e do jogo simbólico, é possível a modificação de suas ações e representações, através do “faz de conta”, e orienta-se que seja respeitado a realidade existente no jogo/ ambiente e suas relações com o mundo e com o outro.

Para Piaget (1990) as características dos jogos simbólicos são:

  • Liberdade de regras;
  • Desenvolvimento da imaginação e da fantasia;
  • Ausência de objetivo explícito ou consciente para a criança;
  • Lógica própria com a realidade; e
  • Assimilação da realidade ao “eu”.

No jogo simbólico a criança sofre modificações, a medida que vai progredindo em seu desenvolvimento rumo à intuição e à operação. E finalmente, numa tendência imitativa, a criança busca coerência com a realidade.

No Jogo Simbólico, a criança não só exercita sua capacidade de reflexão e de pensar, mas também, o desenvolvimento de suas habilidades motoras, Para isso o professor deve explorar as imitações, as atividades teatrais, as diversas manifestações corporais.

Ao desenvolver um jogo simbólico, a criança ensaia comportamentos e papéis, projeta-se em atividades dos adultos, ensaia atitudes, valores, hábitos e situações diversas.

Dessa forma, Vigotski (2001) têm como principal enfoque o jogo do faz-de-conta. O brinquedo assume papel importante no “faz-de-conta”, como brincar de casinha, brincar de escolinha, brincar com um cabo de vassoura como se fosse um cavalo.

Vigotski (1998) valoriza e atribui grande importância à brincadeira do faz-de-conta, por esta trabalhar o papel da imaginação que coloca em estreita relação com a atividade criadora da criança, pois no jogo, ela representa e produz com desenvoltura aquilo que viu, ou que lhe contaram.

O pensamento adaptado se amplia, à medida que decresce o jogo simbólico. Os jogos simbólicos diminuem à medida que progride a socialização.

 

REFERÊNCIAS

CACALANO, Elisabeth Neide Klaus. Do corpo à sensibilidade: a educação física na escola dos pequenos. São Paulo: Porto das Ideias, 2011.

PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança: imitação, jogo e sonho, imagem e representação. Rio de Janeiro: Editora LTC, 1990. 3a ed.

PULASKI, M. A. S. Compreendendo Piaget: uma introdução ao desenvolvimento cognitivo da criança. Rio de Janeiro: Zahar, 1983.

VIGOTSKI, L S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

VIGOTSKII, L. S.; LURIA, A. R.; LEONTIEV, A. N. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo: Ícone, 2001.

Tiago Aquino da Costa e Silva (Paçoca)

Graduado Em Educação Física – FMU. Especialista em Administração e Marketing, em Educação Física Escolar; e em Recreação e Lazer. Membro do LEL - Laboratório de Estudos do Lazer – UNESP/ Rio Claro e da WLO – World Leisure Organization. Diretor Executivo da S&P Produções em Entretenimento. Consultor e Educador Empresarial com 12 prêmios nacionais e internacionais. Palestrante Internacional e Autor de Livros.

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