Jogos cooperativos na escola

post-jogos-cooperativos-escola

Os Jogos Cooperativos são fundamentais na busca de uma educação integral da criança, desenvolvendo autonomia, senso crítico, sentimento de aceitação e autoestima. Portanto os jogos colaboram na formação crítica e reflexiva dos educandos.

Para transformar a escola num ambiente agradável e propício à prática pedagógica é necessário difundir os valores morais, éticos e cívicos de forma positiva. E essa mudança acontece a partir da vivência dos jogos e brincadeiras que oportunizam também o desenvolvimento físico, moral e intelectual. Uma dessas possibilidades reais é a aplicação dos Jogos Cooperativos.

Segundo Silva e Gonçalves (2010) o mentor conceitual de Jogos Cooperativos foi o pesquisador canadense Terry Orlick, que no seu livro “Vencendo a competição (1978) descreve a formulação de jogos de vigor físico onde os princípios de ética, cooperação e envolvimento eram primordiais para a obtenção do sucesso. Orlick transformou o pensamento de “Jogar contra os outros” para “Jogar uns om os outros, estimulando a comunicação entre os jogadores para alcançar um mesmo objetivo.

Terry Orlick (1989) categorizou os jogos cooperativos da seguinte forma:

  • Jogo cooperativo sem perdedores: São os jogos plenamente cooperativos, pois todos jogam juntos para superar um desafio comum e não há perdedores.
  • Jogos cooperativos de resultado coletivo: São formadas duas ou mais equipes, mas o objetivo do jogo só é alcançado com todos jogando juntos, por um objetivo ou resultado comum a todos.
  • Jogo de inversão: Esses quebram o padrão de times fixos, em que dependendo do jogo, os jogadores trocam de times a todo instante, dificultando reconhecer vencedores e perdedores.
  • Jogos semicooperativos: Esses jogos favorecem o aumento da cooperação do grupo, e oferece as mesmas oportunidades de jogar para todas as pessoas do time, mesmo um com menor habilidade, pois existem regras para facilitar a participação desses. Os times continuam jogando um contra o outro, mas a importância do resultado é diminuída, pois a ênfase passa ser o envolvimento ativo no jogo e a diversão.

Orlick (19989) afirma que tanto cooperar como compartir surgem naturalmente em crianças pequenas e a única razão para que essas qualidades desapareçam é que não são estimuladas.

O desenvolvimento da cooperação é uma expressão da diferenciação de atitudes sociais de crianças jovens e que é dependente do nível psicológico de maturidade mas que também é maleável pela influência pedagógica, para Cortez (1996).

 

REFERÊNCIAS

CORTEZ, R. N. C. Sonhando com a magia dos jogos cooperativos na escola. Revista Motriz, vol. 02, n. 01, junho/1996

SOLER, R. Brincando e aprendendo com os jogos cooperativos. Rio de Janeiro, Sprint: 2003.

ORLICK, T. Vencendo a Competição. São Paulo: Círculo do Livro, 1989.

SILVA, T.A.C.; GONÇALVES, K.G.F. Manual de Lazer e Recreação: o mundo lúdico ao alcance de todos. São Paulo: Phorte Editora, 2010.

Tiago Aquino da Costa e Silva (Paçoca)

Graduado Em Educação Física – FMU. Especialista em Administração e Marketing, em Educação Física Escolar; e em Recreação e Lazer. Membro do LEL - Laboratório de Estudos do Lazer – UNESP/ Rio Claro e da WLO – World Leisure Organization. Diretor Executivo da S&P Produções em Entretenimento. Consultor e Educador Empresarial com 12 prêmios nacionais e internacionais. Palestrante Internacional e Autor de Livros.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *