Videogames e educação física: Possíveis contribuições

Nas aulas de Educação Física, os jogos eletrônicos podem ser usados e pensados de duas formas: 1) como um objeto de estudo, em que o professor oportunizaria aos alunos a reflexão crítica sobre os videogames e os jogos, engajando uma discussão cultural, pois é nítido que esses jogos já entrelaçam imagens, valores e marcas dentro do mercado midiático e cultural. 2) Por outro lado, poderia ser um auxiliador no ensino dos conteúdos da Educação Física (jogos, esportes, danças e lutas). partindo do pressuposto de que, o videogame e os jogos seriam utilizados como uma forma de maior entendimento de movimentos, gestos motores, facilitando e motivando o ensino do conteúdo. Contudo, o objetivo principal do estudo foi analisar as contribuições da aplicação das novas tecnologias nas aulas de Educação Física – em específico o videogame – como ferramenta de aprendizagem nos anos finais do ensino fundamental em uma escola da rede municipal de Estância Velha no Rio Grande do Sul. A metodologia da pesquisa apoiou-se no paradigma qualitativo descritivo interpretativo. Os instrumentos escolhidos para realizar a coleta de informações foram: a) observação; b) intervenção com a utilização do videogame e c) entrevista semi-estruturada. Colaboraram para a investigação, uma amostra de 21 alunos da sétima série do ensino fundamental. Os dados coletados e a sua análise originaram-se em categorias: aprendizado, contribuições e corpo em movimento. Os achados do estudo permitem a identificação de que o contexto das novas tecnologias, em específico o videogame, nas aulas de Educação Física, criam um espaço de aprendizado, respeitando-se a pluralidade e singularidade de cada aluno. Conclui-se que não há como opor-se aos avanços tecnológicos da sociedade, pois desde cedo os alunos estão em contato com este universo, e os professores necessitam de capacitações e estudos de aprimoramento sobre as tecnologias. Além disto, os videogames constituem-se de elementos atrativos, no momento que fogem do cotidiano comum das escolas e isto contribui para resgatar a valorização das aulas, por parte dos alunos, proporcionando uma educação que não se limite a ter os estudantes como meros espectadores do saber, mas agentes que interagem com processo de aprendizagem.

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