Avaliação de qualidade de vida e satisfação com a saúde em servidores públicos do âmbito da saúde

As atividades anímicas, entre elas as atividades físicas, podem construir experiências enriquecedoras para o ser humano, uma vez que promovem reflexão e autoconhecimento, podendo interferir na percepção sobre qualidade de vida. Desta forma, este estudo tem como objetivo analisar as influências que as atividades anímicas podem exercer sobre a percepção de qualidade de vida, utilizando para isso as questões referentes à avaliação de qualidade de vida e satisfação com a saúde, ambas pertencentes ao instrumento WHOQOL-bref. O estudo, de natureza qualitativa, foi desenvolvido por meio de pesquisa exploratória, utilizando como instrumento para a coleta de dados o WHOQOL-bref, aplicado a uma amostra intencional composta por servidores públicos do âmbito da saúde, atuantes no Sistema Único de Saúde. O instrumento foi aplicado de forma bifásica, no início e após as vivências. Os dados obtidos foram analisados descritivamente, por meio de Análise de Conteúdo Temático. As questões do WHOQOL-bref foram formuladas para uma escala de respostas do tipo Likert, de cinco pontos, onde os indivíduos indicaram as alternativas com variações de 1 a 5, sendo que, quanto maior a pontuação, melhor a percepção de qualidade de vida. Quanto à questão da avaliação de qualidade de vida, na fase pré- vivências de atividades anímicas, 20% dos entrevistados assinalaram o número, 2 avaliando como ruim e 80% o número 4, avaliando como boa sua qualidade de vida. Após as vivências, 20% assinalaram o número 3, avaliando como nem ruim nem boa, 40% o 4, avaliando como boa e 40% o número 5, avaliando como muito boa sua qualidade de vida. Na questão relacionada à satisfação com a saúde, na fase pré-vivências, 10% dos entrevistados assinalaram o número 1, que corresponde a muito insatisfeito, 20% o número 3, nem satisfeito nem insatisfeito e 70% assinalaram o número 4, avaliando estarem satisfeitos com a saúde. Após as vivências, 10% assinalaram o número 2, avaliando-se como insatisfeitos, 10% o 3, nem satisfeito nem insatisfeito, 70% o número 4, avaliando estarem satisfeitos e 10% o número 5, avaliando estarem muito satisfeitos com sua saúde. Comparando as fases pré e pós-vivências com atividades anímicas, nota-se uma sensível melhoria na avaliação sobre qualidade de vida. Já na avaliação sobre a satisfação com a saúde, também se percebeu uma melhoria, embora pequena. Os resultados apontaram que as atividades com vivências anímicas, permitindo reflexões pessoais, novas relações com o corpo e com a saúde, podem ter contribuído para essas melhorias nas avaliações, ampliando a percepção sobre qualidade de vida.

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